do: CASTELO MANZANARES EL REAL – ESPANHA

Hoje visitámos o Castelo de los Mendoza também conhecido por novo Castelo de Manzanares el Real, que dizem ser um dos castelos em melhor estado de conservação da Comunidade de Madrid.
Aos Sábados e Domingos (nos horários das 12h30 e das 13h30) o Castelo tem organizadas visitas teatralizadas. Decidimos experimentar, o custo das mesmas é de 6€ por pessoa.

Logo á entrada no pátio do Castelo estava um malabarista, vestido á época medieval a divertir os visitantes. Ele conseguiu animar a plateia, principalmente as crianças. Aos malabarismos de bolas e arcos, juntava-se o equilibrio de uma espada na testa e um banco.

É ele que dá o mote para a segunda parte da visita. Entram dois actores vestidos de senhores da casa, representando os descendentes da familia Mendonza, não ficou claro para mim (porque só falavam em castelhano) se representavam a D. Pedro de Mendoza um dos primeiros da familia, ou se aos seus descendentes, porque a dama falava em século XVII e o outro senhor viveu no século XV.

Confusões á parte a visita teatralizada tem a vantagem de divertir enquanto apresentam factos históricos relacionados com o Castelo assim como iam explicando a função de cada sala. Subindo as escadas chegamos ao segundo piso do Pátio Interior.

Dali entramos na Sala Santillana, uma zona de banquetes e de reuniões políticas ou sociais.

A seguir a dona da casa, convida primeiro as senhoras para visitar o Estrado das Damas, um local para a vida social das senhoras e onde podiam refugiar-se para falar dos assuntos femininos e executar lavores. 

Descendo umas pequenas escadas estamos na Sala do Infantando, um amplo salão utilizado para actividades lúdicas e culturais. A aquecer a sala está uma grande chaminé.

 
Subindo umas grandes escadas em caracol, chegamos á Alcova da familia nobre que ali vivia, tenho dúvidas se aquela seria a sua localização original já que o seu acesso, pelo menos o que fizémos, pareceu-me pouco prático. Toda a zona onde a instalaram estava remodelada. 

Aqui mostraram a cama em dorsel, alguns trajes típicos da época e uma segunda zona com um oratório, onde estava um altar e uma área para rezar. 

Os actores despedem-se (neste caso ele, ela despediu-se depois da Sala do Infantado) e a visita termina. Creio que durou perto de meia hora, não mais.
Depois saímos para conhecer as muralhas do palácio e a vista fantástica que proporcionam para o Rio Manzanares.

No final (ou inicio dependendo da pespectiva) está uma exposição permanente, dedicada á época medieval e ao Castelo.

Aproveitámos ainda para tirar mais umas fotos do exterior do Castelo que está de facto bem preservado.

Campo del Moro – Madrid, Espanha

Perto do Rio Manzanares e junto ao Palácio Real, estão os jardins do Campo del Moro. Só tem uma entrada e faz-se pelo Paseo Virgen del Puerto, por ser mais a sul e fora do circuito mais turístico acaba por ser menos visitado. É por isso, uma excelente alternativa ao Retiro quando queremos um jardim mais tranquilo para passear. Para explicar o porquê de Campo del Moro, é preciso recuar uns bons séculos na história e onde hoje está o palácio real imaginar as muralhas que fortificavam Madrid. Nesta zona onde está o jardim estava um acampamento mouro que queria conquistar a cidade no século XII, daí o seu nome.
Close to the Manzanares River and next to the Royal Palace, there are the gardens of Campo del Moro. It only has an entrance and it is made by the Paseo Virgen del Puerto, being further south and outside the most touristic circuit turns out to be less visited. This is why it is an excellent alternative to the Retiro when we want a more tranquil garden to stroll. To explain why Campo del Moro exists, we must go back a few centuries in history and where today is the royal palace imagine the walls that fortified Madrid. In this area where the garden stands was a Moorish camp that wanted to conquer the city in the 12th century, hence its name.

Continue a ler “Campo del Moro – Madrid, Espanha”

Jardim de Sabatini – Madrid, Espanha

É um dos jardins mais visitados de Madrid, talvez porque esteja mesmo ao lado do Palácio Real.

Em termos de dimensão não é muito grande e creio que tem tido pouco investimento já que se nota quando por ele andamos que em alguns aspectos está descuidado. Em tempos de crise creio que é normal, desligam-se as fontes, poupam-se na manutenção, ainda assim não deixa de ser um belíssimo jardim, bom para passear e para relaxar nos bancos que nele se espalham.

Continue a ler “Jardim de Sabatini – Madrid, Espanha”

do: PRAÇA DE ESPANHA – MADRID, ESPANHA

Quem vem visita Madrid desde Portugal e de carro, entrará por esta praça para depois virar á direita e entrar na Gran Via. Este era pelo menos o caminho que fazia.
É um dos muitos cartões de visita da cidade e a verdade é que está muito central. Tem junto a si a Gran Via, a igualmente agitada Calle Princesa, a Calle Bailén cujo percurso nos leva ao Palácio Real.
Nesta praça há quase sempre umas tendas montadas com feiras de artesanato, seja de vendedores locais ou de outros países, muitos da América do Sul.
 
Who comes to visit Madrid from Portugal by car, enters this square and then turns right to get to the Gran Via. This was the route we used to make.
It is one of many city’s visit cards and the truth is that it’s quite central. Close to it there’s the Gran Via, the equally bustling Calle Princesa, the Calle Bailen whose route takes us to the Royal Palace.
In this square there is almost always some tents with craft fairs, either from local vendors or other countries, many from South America.

No centro da praça está um monumento dedicado a Cervantes e á sua obra literária. Ele é a figura central do monumento, com uma estátua sua. No entanto figuras que mais disparos de máquinas fotográficas atraem são os seus dois personagens mais famosos: Dom Quixote e o Sancho Pança, representados também eles em estátua.
Dom Quixote, á frente no seu cavalo e o seu fiel e robusto companheiro, Sancho Pança segue-o no seu burro.
 
In the center of the square there’s a monument dedicated to Cervantes and his literary work. He is the central figure of the monument with a statue. However the ones that atract more camera snaps are his two most famous characters: Don Quixote and Sancho Panza, they are also represented in a statue.
Don Quixote on his horse in front and his faithful companion, robust, Sancho Panza follows him on his donkey.

No topo do monumento está um globo e várias estátuas a ler as aventuras escritas por Cervantes como representação da universalidade da sua obra que chegou aos cinco cantos do mundo.

Atop the monument there is a globe and several statues reading the adventures written by Cervantes as a representation of the universality of his work that reached the five corners of the world.

Por trás está um dos edificios mais conhecidos de Madrid, um arranha-céus de 117 metros de altura construído na década de 50 e que me parecia abandonado, outrora um hotel será depois das obras um condominio de luxo.

A praça tem também um parque com arvoredo, zonas relvadas e bancos para quem se quiser sentar.

 
Behind  there is one of the best known buildings in Madrid, a skyscraper 117 meters high built in the 50s and that seemed abandoned, formerly a hotel will be after some rebuilding work a luxury condominium.
The square is also a park with trees, lawns and benches for those who want to sit.

De noite, a Praça troca os normais passeios em familia por um ambiente mais jovem mas também um pouco mais decadente. Os “botellón” estão proibidos por lei mas a verdade é que muitos jovens da cidade têm aqui o seu ponto de encontro para beber uns copos (sem pagar num bar) e estar com os amigos.
 
At night, the square switchs from the normal family trips for a younger environment but also a little more decadent. The botellón” is prohibited by law but the truth is that many young people here in the city have their meeting point to drink a few drinks (without paying in a bar) and being with friends.


Guia Madrid/Madrid Guide

Plaza de Espanha – Madrid, Espanha

Quem vem visitar Madrid desde Portugal e de carro, entrará por esta praça para depois virar á direita e entrar na Gran Via. Assim sendo é um dos muitos cartões de visita de Madrid e a verdade é que está muito central. Tem junto a si a Gran Via, a igualmente agitada Calle Princesa, a Calle Bailén cujo percurso nos leva ao Palácio Real. Nesta praça há quase sempre umas tendas montadas com feiras de artesanato, seja de vendedores locais ou de outros países, muitos da América do Sul.

Continue a ler “Plaza de Espanha – Madrid, Espanha”

AVE COMBOIO DE ALTA VELOCIDADE, ESPANHA

Hoje andei pela primeira vez num AVE – Comboio de Alta Velocidade de Espanha.

Um país com a dimensão de Espanha acaba por ter várias alternativas em termos de meios de transporte. Hoje por exemplo fui a Barcelona e podia ter ido de avião, comboio ou mesmo de carro para quem aguenta as 5 ou 6 horas de viagem.

O AVE que liga a capital a Barcelona, demora 2h30, é mais caro que um bilhete de avião é certo porque acaba por ficar quase uns 200€ ir e voltar enquanto que de avião conseguimos pelo menos metade. Creio que quem opta pelo comboio buscar outro tipo de conforto e até garantia que um avião não lhe dá.

Ora vejamos, temos que estar no aeroporto pelo menos uma hora antes do embarque, hora essa que gastamos em parte a passar pela segurança e pelos scanners, tira bota, tira cinto, tira casaco e computador, despe e veste. Revista. Nada de águas, nada de liquidos, nada de nada! Depois há que encontrar o terminal correcto e esperar, esperar que o comboio da companhia “low-cost” que escolhemos não se atrase. Esperar na fila para entrar. Medir a mala que levamos para a viagem e afinal por um cêntimetro tem de ir para o porão.

Sobreviver a uma descolagem e a uma aterragem, queremos ir ao WC a meio da viagem mas estamos a passar um troço de turbulência logo ninguém se levanta. O vizinho da cadeira ao lado tem os cotovelos nos nossos rins, etc..

No comboio nada disso e sim demora mais que uma hora de voo, mas se contabilizarmos todo o tempo que passamos dentro do aeroporto chegamos á conclusão que no minimo dispendemos o mesmo tempo. As cadeiras são confortáveis, passam um filme para a viagem e podemos ir ao WC quando nos dá a vontade, além de que podemos ir ao bar esticar as pernas e comer qualquer coisa a preços mais moderados.

A outra vantagem é que um bilhete de AVE é combinado com o que chamam Cercanias, logo se eu moro em Coslada por exemplo e quero ir até á Atocha de onde sai o comboio posso fazê-lo com o próprio bilhete de AVE, basta colocar o seu código numa das bilheteiras e já está.

A sua maior desvantagem é a competitividade de preços face ao avião, por outro lado o comboio onde viagem ia cheio o que realmente me leva a acreditar que do seu lado não vejam necessidade de baixar os preços.

Zaragoza #1, Espanha

 Hoje conhecemos…Zaragoça. Íamos a caminho de Soldeu para esquiar, passámos por Madrid para lanchar com uns amigos e queríamos ficar nesta cidade para descansar uma noite porque a viagem de Lisboa até Grandvalira ainda são umas 11 ou 12 horas. Não conhecia Zaragoza e devo dizer que tenho de lá voltar, fiquei com a vontade de a conhecer melhor.

Continue a ler “Zaragoza #1, Espanha”

TANDOORI STATION – MADRID, ESPANHA

Á terceira foi de vez!!!

Tentámos comer neste restaurante duas vezes, a primeira deslocámo-nos lá para que nos dissessem que tínhamos que esperar meia-hora, quando temos uma criança pequena, o esperar não é um conceito que entendam muito bem. Desistimos. Há segunda tentativa, telefonei para reservar mesa, lá se iam baralhando com as horas e pediam-me que chegasse á uma hora impossível (demoro uns 25 minutos a chegar ao restaurante e o empregado queria que eu lá estivesse em 5 minutos), para ainda para mais ter que comer em 40 minutos porque a seguir tinham outra reserva. Desisti. Mas de tal maneira que parecia que seria para sempre…

Continue a ler “TANDOORI STATION – MADRID, ESPANHA”

MONTE DEL PILAR DE MAJADAHONDA, ESPANHA

Tivémos hoje o segundo passeio de bicicleta organizado por alguns colegas de trabalho.

Desta vez o ponto de encontro foi Majadahonda e o objectivo era andar pelo Pinar del Plantio e pelo Monte del Pilar.

O percurso inicial, que tinha uma ciclovia complicou-se quando entramos pelo pinhal e pelos trilhos lamacentos que fazem as delicias dos praticantes de BTT, mas que para nós que íamos mais numa onda de passeio familiar tornou-se tarefa mais complicada, até porque uma das bicicletas tinha cadeira de criança.

 

Uma coisa é certa, a Primavera aqui deve ser espantosa. Já percebemos que será muito frequentado até porque os espanhóis gostam e aproveitam tudo o que seja actividades ao ar livre, no entanto espaço aqui é coisa que não falta já que está entre três zonas de Madrid: Majadahonda, Pozuelo e Boadilla.

 

Aqui deixamo-nos levar pela sua beleza, apesar de estar apto para proporcionar adrenalina aos que gostam muito do BTT puro e duro, creio que a mim valeu-me mais o prazer de contemplar este espaço. 

E podemos também fazer uma pausa na nossa prática desportiva para assistir outros a praticarem desporto, nomeadamente no centro de treinos do Atlético de Madrid que fica ao lado do Pinar e que para além de receber a equipa principal, recebe também as mais júniores. 

Chegamos depois ao parque infantil, estava na hora de tirar o nosso filho da sua confortável cadeira e pô-lo a mexer um pouco enquanto nós aproveitávamos para recuperar forças. 

 

Além dos habituais escorregas para os miúdos, havia também um pequeno circuito de manutenção para os graúdos fazerem exercicios e fortalecerem os músculos. 

(foto do Verão 2010)

(foto do Verão 2010) 

Ao largo da zona do parque infantil há alguns restaurantes quase todos de tapas ou pintxos, há um galego que é o Espazo Enxebre (que experimentámos no Verão) e agora abriu um Lizarran. Como estávamos á espera dos restantes membros do grupo escolhemos este último e aproveitámos para comer uns pinchitos e matar a fome. 

 

Para mim o melhor foi o deste segundo prato do lado direito, tinha queijo filadélfia, com passas e com um molho especial em que senti o sabor de vinagre balsâmico. Muito bom e a bom preço.

do:PIAZZA DEL DUOMO – MILÃO, ITÁLIA

Hoje conhecemos…a Piazza del Duomo em Milão.
Uma curta visita de trabalho á cidade permitiu estar pouco mais de duas horas no centro. Pedimos logo ao taxista para nos deixar na Piazza del Duomo para podermos contemplar a sua beleza mesmo sem a presença da luz do dia.

Today we have discovered…the Piazza del Duomo in Milan.
A short working visit to this city allowed us to be more a less two hours in it. We asked our taxi driver to drop us off in the Piazza del Duomo so we could contemplate it’s beauty even without the day light.

A grandiosidade do Duomo continua assegurada, a verdade é que com a sua própria iluminação acaba por sobressair no centro de uma praça que eu esperava ver mais animada.
Do nosso lado direito está uma estátua equestre de Vittorio Emanuele II, do pouco que já conheço de Itália vejo que há algumas semelhantes a esta.
Claro que tendo sido ele, o primeiro rei de uma Itália unificada fará todo o sentido. O seu nome encontra-se também nas famosas Galerias (Vittorio Emanuele II) construídas no século XIX.

The grandiosity of the Duomo is still assured, truth is that it’s own lighting stands out in the center of this square that I expected to be more lively.
On our right side there’s the equestrian statue of Vittorio Emanuele II, of the little I’ve known in Italy I have seen some similiar to this one.
It makes sense sice we was the first king of an unified Italy. It’s name is also in the famous Galeries built in the XIX century.
 
A sua fachada é imponente como muitos monumentos em Itália, com o seu arco do triunfo e o seu interior é uma combinação de pormenores de luxo com lojas e restaurantes á altura.
Como viajámos pela empresa andávamos á procura de uma solução mais “low-budget” para comer, nas Galerias não iríamos encontrar de certeza, foi quando virámos á direita e já fora delas, num pequeno beco encontrámos a Pizzeria Ciardi.
O atendimento era simpático, o preço era muito acessível: 36€ para duas pessoas. Comemos brusqueta, uma salada e uma pizza cada uma. A minha estava óptima, mas claro que em Itália já comi melhor.
E assim terminou a nossa visita “flash” a Milão.

It has an imposing façade like many italian monuments, with it’s triumphal arch and in it’s interior a combination of luxury details with stores and restaurants to match it.
As we were travelling for our company we looking for more “low-budget” solution, in the Galeries we wouldn’t find it for sure that is when we turned right and outside of the the galleries into an alley we found Pizzeria Ciardi.
The service was friendly, the price was quite reasonable: 36€ for two. We had a brusqueta for starter, a salad and a pizza for each. Mine was great, but of course that in Italy I’ve had better.
And our flash visit to Milan ended here.