
Alfredo’s Barbacoa – Madrid, Espanha

Between Spain & Portugal, Madrid & Lisboa…

O circo chegou ao recinto ferial da Casa de Campo em Madrid.

O espectáculo ganha o nome “corteo” ou cortejo pelo o seu formato, em que o sonho de um palhaço é o catalisador da história. Entramos então num mundo de fantasia ainda que sonhe com o seu próprio funeral. Viajamos no seu sonho, encontramos a sua infância, vemos acrobatas, bailarinas, palhaços, domadores de cavalos, o Romeo e a Julieta, o gigante e os anões, cantores, músicos, um autêntico desfile de personagens que encaixam na perfeição num regresso ás origens do próprio circo.

Outra coisa que podemos esperar de uma produção do Cirque du Soleil são os detalhes, as transições por exemplo não causavam tempos mortos como no circo tradicional, as assistentes estavam vestidas de anjo e recolhiam os instrumentos dos malabaristas de uma forma que o espectador em ocasiões tarda a perceber o seu papel.
As minhas partes preferidas, as acrobatas nos candeeiros, o baile do casal de acrobatas nas fitas, o pequeno teatro com a peça de Romeo e Julieta e a Valentina (a anã) pendurada por balões a fazer as delicias da audiência criando um dos melhores momentos de interacção com o público.

O Cirque du Soleil está de parabéns, sei que são conhecidos pelos seus espectáculos com uma abordagem mais moderna e “hi-tech” do circo, mas este regresso ao básico, á magia do circo, ao seu espírito ambulante em que a comédia e a acrobacia se misturam, fazem-se recomendá-lo sem reservas, é para disfrutar até ao último momento.

Os lugares onde ficámos custavam 75€, os mais baratos eram 40€ e depois de ter assistido ao espectáculo não me arrependo de ter dado o dinheiro que dei e percebi que os mais baratos têm de facto menos visibilidade. Os melhores lugares dentro de preços acessíveis são os de inicio da fila onde há um corredor paralelo ao palco, porque os artistas passam por aí e vão interagindo mais com o público.
Não se pode tirar fotos por isso nem máquina fotográfica levei, as que tenho foram tiradas com o telemóvel.
Antes de se entrar para a zona de espectáculos há uma loja e alguns bares, a comida é cara e execrável pelo o que recomendaria ir de estômago cheio, mas presumo que depende da zona.
O próximo local será Valência, vão andar por Espanha e depois deslocam-se a Paris.
Website: http://www.cirquedusoleil.com/en/shows/corteo/default.aspx
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Para conhecer o centro histórico de Siguenza, deixámos o carro numa zona ao lado do seu Castelo. Este foi por isso o primeiro monumento que vimos, pelo menos por fora porque é um “parador” (pousada) e fiquei na dúvida se nos deixariam entrar para fotografar ou não (só depois vi num site que sim que a entrada era livre).
Acabei por só conhecer o seu exterior que estava em bom estado de conservação mas creio que também foi alvo de várias reformas ao longo dos anos, sendo que a maior deve ter sido sem dúvida para receber a unidade hoteleira que hoje está instalada no seu interior.
Continuamos na nossa “cruzada” em busca do melhor restaurante indiano de Madrid. Até agora o melhor talvez seja o Tandoori Station mas também ainda só vimos dois. Fomos á Calle de la Princesa fazer umas compras e vimos umas placas para o restaurante Delhi “indian cocina” (que me parece uma excelente tradução).

O restaurante tinha o típico visual de um indiano um pouco mais cuidado, o atendimento não era excessivamente simpático mas eficiente.
Pedimos para começar um “garlic nan” e umas chamuças, uma de legumes e a outra de carne. Não nos correu muito bem, ao pão faltava-lhe mais alho e ervas, ás chamuças nem sei porque não gosto, mas uma ficou a metade no prato.

Pedimos o de sempre porque temos que comer o mesmo para comparar, eu comi o “chicken tikka masala” e foi o melhor que comi dos três que conhecemos, se bem que lhe faltava um pouco mais de especiarias, porque ainda que o tikka masala não seja picante nota-se que há ali qualquer coisa que o faz mais forte digamos assim.

O caril de gambas, diz o marido não era nada de especial mas ressaltou a qualidade das gambas. Ainda não foi desta que encontramos o nosso indiano preferido aqui em Madrid, continuaremos á procura.
VER GUIA DA CIDADE:

Ás vezes os GPS pregam-nos algumas partidas, umas boas outras más. Neste caso foi uma boa, pedimos o caminho mais rápido entre Guadalajara e Siguenza, começamos a subir uma serra e vemos placas que nos dizem 2,7km de curvas perigosas. Já não podíamos voltar para trás e prosseguimos. Depois de várias curvas realmente complicadas começamos a ver a beleza da serra e das suas escarpas. Não nos tínhamos apercebido ainda que estávamos na Serra da Ministra inserida no Sistema Ibérico.
Continue a ler “Miradouro da Peregrina – Siguenza, Espanha”
Passeando por Guadalajara, o estômago já pedia comida. Um dia convidava a comer numa esplanada e ao andar pela Calle Mayor encontrámos este A Feira, “pulperia”. Se é “pulperia” então a sua especialidade seria o polvo, na ementa aparecia de várias maneiras, uma das mais conhecidas aqui por Espanha é o “pulpo á gallega” (prefiro a nossa saladinha de polvo), no entanto decidimos inovar e pedir a versão “tempura” que vinha com molho “tartar” mas que pedimos um “allioli” (maionese com ervas e alho). Foi uma iguaria em tanto, gostámos tanto que creio que virei outra vez a Guadalajara só para o voltar a comer.

Hoje conhecemos…o Palácio do Infantado em Guadalajara. Estava um dia excelente para um passeio e escolhemos esta cidade que fica a uns 65km de Madrid. Havia muito para ver mas como ainda queríamos ver outra cidade ali perto acabámos por fazer o percurso desde o Palácio del Infantado subindo a Calle Mayor, onde parámos para almoçar no A Feira. Continue a ler “Palácio do Infantado – Guadalajara, Espanha”

Ao visitar Manzanares El Real não podíamos fazê-lo sem ir a um restaurante comer as especialidades da zona. É uma região de boa carne assim que a palavra “asador” é das que se mais vê.
Nós fomos ao Charco Verde, tinha andado a pesquisar na internet e não havia muitas críticas a restaurantes em Manzanares, nem boas, nem más. No entanto lá encontrei uma que falava bem do restaurante, da comida e do atendimento. Tudo verdade, pelo menos para nós.

Entre a esplanada e o interior, optámos pelo último, o tempo não estava mau mas como íamos com uma criança não quisémos arriscar muito.
Quem nos atendeu parecia ser o proprietário ou um dos, era realmente muito simpático e não nos pareceu ser daqueles restaurantes em que te fazem logo má cara porque pedes doses para dividir, aliás ele próprio o sugeriu para que provássemos os dois coisas diferentes. Além disso, deixam os clientes num ambiente descontraído para estarem na barra a picar ou fazerem-no nas mesas.
O primeiro prato que pedimos foi umas “judias verdinas con carabineros y almejas”, que básicamente eram uns feijões pequenos um pouco maiores que o feijão frade mas eram verdes, são da região das Astúrias. Os carabineros são como uns camarões grandes vermelhos (confesso que não os conhecia).

Para segundo pedimos um Entrecot de carne biológica, estava muito bom se bem que lhe faltava mais sabor, isto porque comemos um á pouco tempo que estava delicioso e por comparação este ficava um pouco mais aquém.

De sobremesa comi umas “natillas” caseiras que estavam boas e tudo junto pagámos menos de 50€ o que me deixou surpreendida para o normal que cobram neste tipo de restaurantes, aliás em alguns sites vi que o intervalo de preço era de 35€ a 40€ por pessoa.






Dali entramos na Sala Santillana, uma zona de banquetes e de reuniões políticas ou sociais.



Descendo umas pequenas escadas estamos na Sala do Infantando, um amplo salão utilizado para actividades lúdicas e culturais. A aquecer a sala está uma grande chaminé.





No final (ou inicio dependendo da pespectiva) está uma exposição permanente, dedicada á época medieval e ao Castelo.




