Casa das Conchas – Salamanca, Portugal

Caminhando pela Rua Mayor encontramos a Casa das Conchas, que hoje funciona como biblioteca e posto de turismo.
Construída no séculos XV e XVI, era propriedade de Don Rodrigo Maldonado de Talavera um cavaleiro da Ordem de Santiago cujo escudo continha uma concha. Foi reitor da Universidade de Salamanca e membro do Conselho Real durante o reinado dos Reis Católicos. Segundo o Wikipedia, são 300 as conchas que decoram o edificio, preferimos acreditar neles que contá-las (se bem que não nos pareceram ser tantas).
Walking by Rua Mayor we found the House of Shells (Casa das Conchas), which now serves as a library and tourist office.
Built in the fifteenth and sixteenth centuries, was owned by Don Rodrigo Maldonado from Talavera a knight of the Order of Santiago whose coat of arms contained a shell. He was dean of the University of Salamanca and a member of the Royal Council during the reign of the Catholic Kings. According to Wikipedia, there are 300 shells that decorate the building, we prefer to believe them than to count them (although it did not seem to be many).

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PARQUE DO OESTE, MADRID, ESPANHA

Folheando o Guia del Ócio, vejo uma referência a este parque que já tinha visto uma parte quando fomos ver o Templo de Debod. Nessa artigo, falavam da beleza da transformação de algumas árvores na estação de Outono e as cores que proporcionam, as que sempre associamos a esta época do ano.
O Retiro continua a retirar protagonismo aos demais, mas o grande bosque que atravessamos neste parque é verdadeiramente impressionante e por mais que o procuremos no primeiro a verdade é que não o encontraremos. 
O seu arvoredo, variado e abundante proporciona no Verão uma agradável sombra e um relvado onde se pode ler um bom livro e fazer um piquenique, já o no Outono é um festival de cores. Há uma espécie que sobressai: o Ginkgo! Com as suas folhas em forma de leque, que passam de verdes a amarelas tornam-se a principal estrela do jardim. Começámos o passeio ao parque pela rotunda de São Vicente onde está a Fonte dedicada ao arquitecto Juan de Villanueva (o que desenhou o edificio onde hoje está instalado o Museu do Prado e entrámos pelo Paseo de Camoens.

 

Nessa mesma rua, está uma estrada fechada ao trânsito e que é utilizada para muitos para actividades como o skate, patins em linha e andar de bicicleta. Também funciona muito bem para as crianças, que podem andar de bicicleta num circuito fechado. Os únicos carros que passam são da policia e passam bastantes…até demais!

Na rotunda do Maestro, uma estátua de homenagem a Miguel Hidalgo. Uma curiosa oferta do México a Espanha, já que Hidalgo foi um grande impulsor da Independência Mexicana (apesar de ter sido outro a conquistá-la) e foi executado por defendê-la. Aos seus pés pode ler-se: “Siendo contra los clamores de la naturaleza, el vender de los hombres quedan abolidas las leyes de esclavitud”.
Neste momento decidimos entrar nos caminhos sinuosos deste parque de estilo inglês. Entramos no bosque cerrado, onde um pequeno riacho, umas pontes de madeira e várias espécies de árvores garantem o seu encanto.

Enquanto andamos pelo parque custa acreditar que um dia foi um cenário de confrontos na Guerra Civil Espanhola e mesmo com a sua reconstrução algumas marcas (os bunkers) ficaram para não esquecer e não repetir. Passámos pelo monumento ao Doctor Federico Rubio y Gali, um médico espanhol que fundou a Escola Livre de Cirúrgia e Medicina de Sevilha.

Vamos aproximando-nos de Moncloa, o seu farol marca a paisagem por entre o rico arvoredo do parque e um pequeno lago com um repuxo complementa o cenário. A grande estrutura de 100 metros de altura está fechada ao público, creio que continuam as obras mas que estaria previsto reabrir no final deste ano, se assim for quem visita Madrid pode usufruir de uma excelente vista sobe a cidade.
Junto á movimentada estrada, uma das principais artérias para entrar na cidade de Madrid, está o monumento a Jose de San Martin, outro líder da revolução pela independência da Argentina contra Espanha.

E do mesmo parque podemos ver o Arco da Vitória ou a Porta de Moncloa fica na praça com o mesmo nome, é ele que dá as boas vindas á cidade para quem vem do norte de Madrid mas representa também uma época que os espanhóis preferem ignorar uma vez que foi Franco que o mandou construir em 1956.

Voltámos a descer até ao nosso ponto de partida, pelo caminho mais importantes figuras da história de Espanha e da sua cultura. Outra dessas figuras é a de José Gervásio Artigas, um importante militar uruguaio que lutou contra os espanhóis. Pareceu-nos bastante admirável que em Madrid, a capital se faça homenagem a figuras que lutaram pela independência contra Espanha.

Continuamos o nosso percurso, a festa do Outono continua com as gingko, as hayas e as bétulas.

Nova paragem, desta vez um monumento a Miguel Hernández, um conhecido poeta espanhol. Nele está um excerto seu de um poema dedicado á cidade. No final uma paragem no parque infantil. Muito ficou por visitar neste parque ainda mas oportunidades não faltaram, a zona da “rosaleda” merece uma visita na Primavera quando as flores estão na sua época de maior esplendor.

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BIEN ME SABE, MADRID, ESPANHA

Ontem jantámos neste Bien Me Sabe na Calle General Arrando. Fomos com um grupo de amigos, uma mistura de espanhóis e portugueses, em que apenas três vivíamo em Espanha. A verdade é que quem escolheu o restaurante estava fora do país há algum tempo e queria comer comida típica espanhola…sem ser paella!

Este restaurante, tem o nome de um prato muito conhecido de Cádiz que é o Bienmesabe, um frito de cação muito saboroso, por isso a cozinha da Andaluzia estaria muito presente no seu menú. Chegámos mais cedo e aproveitámos para ficar na “barra” a beber uma “caña” ou uma “clara con limón” e por cortesia servem uma pequena tapa que no nosso caso foi uma salada russa.

 

Para quem não quer ficar no restaurante, a barra tem uma ementa própria dentro de tudo o que é típicamente espanhol e onde também se pode provar um pouco do que servem na sala. A decoração é minimalista, são as fotografias de espectáculos de sevilhanas que vão preenchendo as paredes, mas tudo com muito bom gosto. 

Pedimos vários pratos para provar, entre eles o Bienmesabe, os “calamares” fritos, umas gambas cozidas (estavam óptimas), uns ovos fritos com batatas (coisa mais que típica) e entrecote com molho de pimenta. Estava tudo muito bom e depois vieram as sobremesas, a estrela da noite foi a espuma de arroz, fez sucesso entre todos, mas eu gostei do cookie com pepitas de chocolate, gelado de baunilha e topping também de chocolate.

No final com o vinho (mas nem todos bebemos porque muitos preferiram cerveja) pagámos 30€ por pessoa, é caro podíamos pensar que si mas não para os preços de Madrid nem para a qualidade da comida.

 

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Calle Serrano – Madrid, Espanha

A Serrano é uma das ruas mais conhecidas de Madrid no que diz respeito a compras. Passear por ela é para muitos um prazer e para outros uma tortura, sabendo que não terão nenhuma condição de comprar algo nas suas lojas.

As principais marcas de luxo têm aqui as suas lojas e talvez só a Ortega y Gasset podem competir com ela. Uma tem Loewe a outra Chanel e a Cartier por via das dúvidas fica na esquina de ambas.

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CALLE GOYA – MADRID, ESPANHA

A primeira vez que andei pela Calle Goya foi em Junho de 2008 e dessa altura ficou a noção de que era a rua onde podíamos encontrar boas sapatarias com preços baratos. Três anos mais tarde e apesar de as ter, percebo que tem muito mais que isso. Pode não ter o mesmo glamour das “calles” vizinhas, a Velázquez divide-a em dois e a proximidade á Serrano, faz com que essas duas metades (de tamanhos diferentes é um facto) tenham um tipo de lojas diferentes.

Nós entrámos na rua um pouco acima da Nuñez Balboa, eu estava á procura da Blanco porque queria comprar um coisa e começámos a subir para depois voltar a descer. É o encanto da Goya, ao lado de uma loja mais comercial podemos encontrar outra que está já mais próximo de um conceito de luxo.

 
E ainda encontrar lojas com algumas “curiosidades”, como uma onde entrámos para comrar uns botões de punho em forma de Vespa. Poderia parecer algo de mau gosto mas ao vê-los aplicados numa camisa percebemos que lhes dá mais personalidade. 
Numa esquina está La Distribuidora, que nesta altura me parece o local ideal para ganhar ideias para as compras de Natal. Aqui encontramos de tudo, utilidades e inutilidades com um ar vintage. Desde telefones em forma de sapato a caixas com estampas de Nova Iorque, se não queremos comprar nada o ideal é nem entrar, porque dá vontade de comprar alguma coisa.
Se a fome impede de caminhar mais, sempre se pode comer uma tapa no La Casa del Abuelo.  A grande especialidade são as gambas, que pelo o seu tamanho têm nomes diferentes: gambas, lagostinos (que são o mais parecido á nossa gamba) e os carabineros (que são uns maiores mais rosados). E para sobremesa uma paragem na pastelaria Viena Capellanes, onde a montra já faz água na boca. Tem um pouco de tudo desde toucinho do céu, passando pelo famoso “bizcocho” ao petisú de natas e o que me chamou realmente a atenção foi uma tartelete de fruta.

 
Mas para quem procura as grandes marcas comerciais não terá problemas em procurá-las na Calle Goya, elas estão lá. Zara, Blanco, Massimo Dutti, Women’s Secret, entre outras têm as suas portas abertas aqui. E para mim esta é uma excelente alternativa á Gran Via, sempre muito cheia de gente aos Sábados tornando a experiência de compra mais stressante.  

 

Também com loja aqui, está a Hakei, uma das minhas lojas preferidas e onde ainda não fui capaz de comprar nada (parece tonto) mas a verdade é que ainda não encontrei coragem para gastar tanto dinheiro numa peça de roupa ainda que seja diferente de tudo o que encontramos e é aí que está o seu encanto. 

 
A meio da rua está a Igreja de la Concepción, um monumento religioso que interrompe a habitual arquitectura. Do outro lado da rua, uma Zilian. Que outra rua poderia a famosa marca portuguesa (que fazia com que muitas colegas minhas de trabalho fizessem romarias até á sapataria) abrir portas? Calle Goya. E é sempre bom ver um conceito português que é ganhador tanto dentro como além fronteiras. 

Atravessamos a Velázquez e continuamos pela Goya entrando numa zona de lojas um pouco mais cara. Aqui está o El Jardin de Serrano, um centro comercial com várias lojas entre elas a Façonable e a Globe. Para além de uma Mallorca onde se pode parar para comer um delicioso croissants com fiambre e queijo brie, ou um pãozinho de sementes com rosbife. 
E com a aproximação á Serrano, já encontramos as grandes marcas internacionais como a Prada e a mais luxuosa ainda, Loewe cuja loja ocupa uma esquina entre as duas ruas. 

  

 

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MARUJITA’S KITCHEN, MADRID, ESPANHA

Classificando-se como um gastrobar, a Marujita’s Kitchen está no bairro certo: Salamanca (na Calle Hermosilla).

O espaço não é muito grande tornando-o mais acolhedor. Tem uma “barra” onde ao pedir a bebida oferecem um pincho á escolha. Quando chegámos antes do almoço ficámos nesta zona para provar os pinchos, comemos o de tortilla com “trigueros” (espargos) e o de “pisto” (um misto de verduras) com ovo de codorniz.

 

Sentámo-nos depois na pequena sala do restaurante para almoçar. Ao todo tinha três mesas de quatro e uma de dois, parecia um espaço muito “exclusivo” mas a verdade é que não encheu muito, nem nos pareceu ter gente á espera.

Éramos quatro e pedimos um hamburguer, um polvo assado e o entrecote argentino (que recomendam para duas pessoas), apesar de pouco generosas o sabor compensava por essa falha. Eu comi o polvo, estava delicioso com uma mistura de azeita e pimentão doce. Provei também o entrecote que era bastante bom.

As sobremesas (a uma média de preço de 6€ cada) tinham excelente apresentação, pedimos para dividir um Cheesecake a que chamaram de destructurado (porque não vinha sólido), um crême brulêe trufado com frutos vermelhos e uma a que chamavam “nuestra muerte” por chocolate que era um “petit gateau” com mousse de chocolate.

 

 

 

Website: http://marujitaskitchen.com/

El Trébol – Toledo, Espanha

 Um passeio por Toledo abre o apetite e tínhamos em mente provar a famosa Bomba Toledana. Fomos a um bar de tapas chamado El Trébol que fica na rua por trás da Plaza de Zocodover, na Santa Fé. Um charmoso beco com uma esplanada que apesar do frio e de alguma chuva ninguém arredava pé. O prato estrela? A Bomba. Uma deliciosa “croqueta” de puré de batata e carne picada, com molho de tomate e “ali-oli”.
A tour of Toledo opens the appetite and had in mind try the famous Bomba Toledana (Bomb of Toledo). We went to a tapas bar called El Trebol which is on the street behind the Plaza de Zocodover in Santa Fé. A charming alley with a terrace that despite the cold and some rain nobody budge. The star dish? The “Bomba”. A delicious “croqueta” made of mashed potato and minced meat with tomato sauce and “ali-oli”. 

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MERCADO SAN ANTÓN – MADRID, ESPANHA

Renascem os mercados em Madrid. Já lá vai o tempo onde os únicos sitios onde comprávamos frescos era no mercado ou no mini-mercado, hoje em dia junta-se á palavra o super e o hiper, o que reduziu o número de compradores também por menor competitividade dos preços. Mas nada pode substituir essa qualidade na hora de atender nem a qualidade dos seus produtos que dificilmente encontramos nas grandes superficies.
The markets are reborn in Madrid. Gone are the days where the only places where we bought fresh products was in the market, today we have to add the word super and hyper before market, which reduced the number of buyers also because of less competitive prices. But nothing can replace that quality time of the people that attend to you neither the quality of their products that is hard to findd in large supermarkets.

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eat: LA COCINA DE SAN ANTÓN – MADRID, ESPANHA

Depois do sucesso do Mercado de San Miguel, surge o Mercado de San Antón no bairro da Chueca no coração de Madrid. Com um conceito semelhante mas uma “logística” diferente, o mercado tem três pisos, sendo que o primeiro funciona como zona de mercado tradicional, o segundo piso é uma zona de bares temáticos com várias iguarias e o último tem este restaurante: La Cocina de San Antón.
 
After the success of the Mercado de San Miguel comes the Mercado de San Antón in the Chueca district in the heart of Madrid. With a similar concept but with different logistics, the market has three floors, the first of which works as a traditional market area, the second floor is a zone of themed bars with various delicacies and the last has this restaurant: La Cocina de San Antón.

Um espaço cuidado e com design moderno, tem bastante luz e uma excelente vista panorâmica para o resto do mercado. Sentámo-nos numa mesa a meio da sala mas para quem quer comer a dois, as suas mesas têm a vista da foto de baixo o que é excelente. Há também a possibilidade de escolher nos pisos inferiores o que queremos comer, ou seja escolher os ingredientes frescos e pedir para que se cozinhem no restaurante.
Nós optámos por escolher a carta normal e mais ainda como íamos com uma criança preferimos o restaurante ao burburinho da zona das “barras” onde se come de pé ou temos a sorte de encontrar um lugar para sentar. 
 
A space with a modern design, has enough light and great views of the rest of the market. We sat at a table in the middle of the room but for those who eat in couples, their tables have a view of the photo below which is excellent. There is also the ability to choose in the lower floors what to eat, this means choosing fresh ingredients and ask them to cook it in the restaurant.
We opted for choosing from the regular menu and because we went with a child we prefered the restaurant to the hubbub of area of the bars where you eat standing up or we are lucky enough to find a place to sit.
 
Escolhemos um tempura de gambas, seguido de dois pratos: um “solomillo” com um molho que estava excelente e uma cebola caramelizada que deixa água na boca. O outro prato era um bacalhau com risotto de gambas, onde a estrela foi mesmo o bacalhau, o arroz não era mau mas já comemos melhor.
No final tivémos uma excelente refeição, não comemos muito porque queríamos provar algumas coisas. Para o pequeno foi uma “tortilla” e no final para os três pagámos 47€, sem vinho nem sobremesa porque queríamos reservar esse direito para o segundo piso onde de certeza estaria uma casa de “postres”.
 
We chose a tempura prawns, followed by two dishes: one solomillo with a sauce that was excellent and a caramelized onion that brings water to your mouth. The other dish was a cod with prawn risotto, where the star was the cod, rice was not bad but I eat better.
In the end we had a great meal, we did not eat too much because we wanted to try some things. For the little one we ordered a tortilla and the end to the three we paid 47€ without wine or dessert because we wanted to reserve this right to the second floor where certainty there would be a bench with postres.
 
 
Morada: Calle Augusto Figueroa 24, 3º andar
Metro: Chueca
 
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