PLAZA SAN PABLO, VALLADOLID, ESPANHA

Ainda que relativamente pequeno, o centro de Valladolid tem alguns pontos muito interessantes um deles é esta Plaza de San Pablo onde a principal atracção é a fantástica fachada da Igreja com o mesmo nome da praça.

A igreja que baptizou o Rei Filipe II, foi construída no século XV é reformada no século XVII e a sua fachada é de estilo gótico isabelino (da Rainha Isabel) que mais tarde com as reformas viria tomar alguns contornos de renascimento. 

 

Todo o trabalho feito na fachada, todos os detalhes são simplesmente fantástico. Mais uma agradável surpresa nesta visita a Valladolid e mais uma dor no pescoço de tanto olhar para cima. 

Ao lado, o Palácio de Pimentel cuja placa confirma que foi onde nasceu o D. Filipe II, rei de Espanha e Portugal (Filipe I). Era nele que estava alojada a familia real no ano de 1527 quando a Rainha Isabel de Portugal deu á luz.  

Uma das principais atracções do edificio é a sua trabalhada janela na esquina do edificio. Funciona actualmente como sede da deputação provincial de Valladolid e também no seu interior está a Sala de Exposições, que pretende fomentar e expôr obras de artistas da região. 

Para marcar o seu nascimento, está também na praça uma estátua do Rei Filipe II, ali colocada na década de sessenta. 

 

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Medina del Campo

GELATARIA IBORRA, VALLADOLID, ESPANHA

Uma das grandes vantagens de ter um smartphone é que não precisamos de tanto planeamento quando viajamos, até porque antes de irmos a algum lugar não nos lembramos de todas as necessidades como por exemplo, a de comer um gelado em Valladolid.

Pesquisámos então pelos: “mejores helados de Valladolid” e logo o número 1 foram os gelados de fabrico próprio de Manuel Iborra. Tínhamos depois que encontrar a Rua da Lenceria e utilizámos o Google maps apenas para perceber que já estávamos na referida rua. Nota mental: ler primeiro o nome da rua onde estamos e depois pesquisar onde é! O entusiasmo era muito e realmente os gelados são muito bons, não são os melhores que já comemos mas quando se tem os italianos como referência é mais dificil chegar lá.  

Um curiosidade, tinham um sabor de queijo azul “suave” diziam eles. Houve alguma tentação para prová-los mas como sempre fomos pelos clássicos, morango tinha era um deles que é sempre o que utilizamos como ponto de comparação. Se não estou em erro, os cones de duas bolas custavam 3,20€. E pensar que estávamos prestes a comer um gelado da Carte D’Or…

Como a casa foi fundada por um homem da zona de Alicante, vende também o famoso Torrão.

 

Website: http://www.manueliborra.com/index.htm

 

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Plaza de San Pablo, Valladolid

PLAZA MAYOR, VALLADOLID, ESPANHA

O nosso plano de um dia de passeio era ir a Medina del Campo e passar por Tordesillas. Como nos sobrou algum tempo, decidimos não ir ao lugar onde Espanha e Portugal dividiram o mundo e fomos a Valladolid.

Estacionámos o carro e o primeiro objectivo da visita era conhecer a Plaza Mayor. Já tinha visto fotos mas ao vivo é outra coisa, como não tínhamos grande expectativa assim que chegamos e vemos a dimensão da praça ficámos impressionados. Grande, ampla e ao contrário de muitas, era aberta com construções á volta mas que não fechavam o espaço.

 

É claramente um dos mais importantes pontos sociais da cidade, onde o convivio se faz nos vários cafés com esplanada espalhados pela praça ou simplesmente sentados nos bancos que nela estão colocados.

No centro da praça está um monumento dedicado ao Conde Pedro Ansúrez, o nobre a quem o Rei Afonso VI encarregou de repovoar a cidade de Valladolid e que assim o fez, levando das suas terras outras familias de nobreza, construindo infrastruturas para que pudessem ali viver.

Um edificio que se destaca é o da Casa Consistorial, construída no século XIX e que funciona como Câmara Municipal. Todo o tipo de eventos e festividades são celebrados aqui na praça vermelha, um dos mais importantes é o da Semana Santa que leva vários visitantes á cidade. O ponto alto são as procissões das várias confrarias da região.

do: CASTELO DE MOTA – MEDINA DEL CAMPO, ESPANHA

Chegámos ao Castelo de La Mota depois de dar umas quantas voltas, não sabemos o que se passou deve ter sido a forma como saímos do centro de Medina del Campo que nos fez circular várias vezes vendo o castelo sem nunca conseguir lá chegar, parecia um labirinto.
Já no estacionamento em frente ao Castelo percebemos que estamos diante de um magnifico exemplar da construção bélica do século XIV. Estava fechado quando chegámos mas abria ás 16h pelo o que tivémos que esperar quase quarenta minutos.

We reached the Castle of La Mota after giving a few turns, we do not know what happened must have been the way we left the center of Medina del Campo that made us move several times seeing the castle without ever being able to reach it, looked like a maze.
Already in the parking lot in front of the castle we realized that we are facing a magnificent specimen of the war construction of the fourteenth century. It was closed when we arrived but it would open at 4pm we had to wait nearly forty minutes.


Procurámos informação no Centro de Recepção ao Visitante e algumas partes do castelo só podiam ser visitadas com guia. Houve um mal entendido com as horas, eles diziam que a primeira visita começava ás 16h30 e optámos por não esperar mais, mas afinal começou ás 16h em ponto. 
Uma das coisas que mais se destaca no castelo, para além do enorme fosso construído á volta para protecção, é a sua Torre de Menagem. Tem quase quarenta metros o que significa que deve ter uma impressionante vista de Medina del Campo. 
Entramos para o Pátio de Armas que faz parte da visita gratuita ao Castelo.

We looked for information at the Visitor Reception Centre and some parts of the castle could only be visited with a guide. There was a misunderstanding with the hours, they said the first visit began at 16:30 and we opted not wait any longer, but finally it began at 16h o’clock. 
One of the things that stands out most in the castle, beyond the huge gap built around to protect it, is it’s donjon. Has nearly forty meters high, which means it must have an amazing view of Medina del Campo. 
Walked to the Patio de Armas which is part of the free visit to the Castle.
 



 

Outra parte que podemos ver é a Capela dedicada a Santa Maria. No retábulo, podemos ver seis estatuetas douradas de santos espanhóis entre eles a Teresa de Jesus.

Ainda no Pátio de Armas destaca-se a porta trabalhada com arco árabe e ao centro uma representação do encontro de Santa Ana e São Joaquim junto á Porta Dourada. Passando pela sua porta encontramos um mapa-mundo do ano de 1500, uma réplica do desenhado por Juan de la Cosa com a representação do Novo e do Velho mundo.
Numa outra visita tentaremos conhecer o resto do Castelo onde Joana, a Louca viveu encerrada mas foi em Tordesillas que acabaria por morrer.

Another part that we can see is the chapel dedicated to Santa Maria. In the altarpiece, we can see six golden statuettes of Spanish saints among them Teresa of Jesus. 
Still in the Patio de Armas crafted door with arabic arch stands our and in the center a representation of the meeting of Santa Ana and San Joaquin near the Golden Gate. Passing through the door we find a world map from the 1500s, a replica designed by Juan de la Cosa with the representation of the Old and New World. 
On another visit we will try to meet the rest of the castle where Joan La Loca lived as prisioner but it was in Tordesillas that she would eventually die.

CALLE DEL ALMIRANTE, MEDINA DEL CAMPO, ESPANHA

Esta rua que sai desde a Plaza Mayor é provavelmente das mais interessantes de toda a Medina del Campo, ela concentra ao longo dos seu traçado alguns dos principais monumentos da cidade ainda que de menor dimensão se compararmos com a Colegiata ou com o Castelo da Mota.

No inicio da rua vemos um bar e uma interessante loja de acessórios, a partir daqui são os palácios e casas nobres que chamam a atenção. 

 

Logo ao principio está o Palácio do Almirante, o mesmo que dá o nome á rua. Da referida construção sobrou o muro e os portões trabalhados. O almirante Enrique Enriquez de Sicilia ocuparia o palácio que mais tarde pertenceu ao Marquês de Tejada cujo brasão está na parte superior do portão.

 

A seguir e também do lado direito, a Casa dos Mier. Na realidade pouco sobra da primeira construção do século XVI, apenas alguns apontamentos como o arco em pedra na fachada exterior e outros no pátio interior. 

Chegamos depois a uma pequena praça, a Plaza San Juan de la Cruz.  Nela podemos encontrar uma estátua alusiva ao Santo que juntamente com Teresa de Ávila (Santa Teresa de Jesus) fundaram o primeiro convento da Ordem dos Carmelitas Descalços. 

 

Exactamente ao lado está a Igreja da Imaculada Concepção e do outro, o Convento dos Padres Carmelitas.

Na realidade antes de passar para esta ordem no século XIX, o convento pertencia á Ordem dos Agostinianos Recoletos.

Já a sair da rua e no cruzamento com a rua de San Martin, encontramos a Casa da Cultura e Biblioteca da cidade. O edificio onde estão localizadas é o Palácio do Marquês de Falces, construído no século XVI.  

RESTAURANTE GLÓRIA, MEDINA DEL CAMPO, ESPANHA

Se não tivéssemos levado o nosso filho neste passeio até Medina del Campo, talvez tivéssemos petiscado pelo mercado, onde as tapas prometiam uma degustação dos vários produtos da região, como queijos, enchidos, doces, etc.. Mas a nossa escolha foi outra e acabámos no restaurante Gloria também na Plaza Mayor.

Localizado no edificio histórico da Casa do Peso construído no século XVII e totalmente remodelado, o restaurante tem um interior também ele renovado e moderno. A sua “barra” conta com umas tapas de excelente aspecto mas o que nos chamou a atenção foram os dois menús que estavam á porta, um de 10€ e o outro de 20€, todos com um primeiro, um segundo e uma sobremesa.

 

Optámos por misturar os menús e pedir um de 10€ e outro de 20€. Do primeiro veio uma sopa de courgette (calabacín) e uns bifinhos de porco grelhados que segundo o marido estavam muito bons. Do outro pedimos uns ovos mexidos com espargos e gambas (delicioso!!) além de um “entrecot”.

 

Uma coisa é certa, em termos de sabor a comida do Gloria não desilude. Os menus permitem-lhes sobreviver numa época de crise e principalmente num mês como o Setembro em que muitos gastaram o seu dinheiro em férias e regresso ás aulas. Uma prova que o sabor não se paga caro e com um atendimento impecável.

Outro dos aspectos agradáveis do restaurante é a sua esplanada virada para a praça onde podemos disfrutar com tranquilidade a nossa refeição. Uma boa escolha.

PLAZA MAYOR DE LA HISPANIDAD, MEDINA DEL CAMPO, ESPANHA

É um dos principais pontos de interesse desta pequena cidade da comunidade de Castela e Leão.

 

A praça em espaço aberto é também dos pontos mais animados da cidade com vários restaurantes e cafés com as suas esplanadas, numa zona cujo o trânsito é limitado o que permite disfrutar melhor o seu ambiente.

 

Medina del Campo assume-se como a cidade das feiras, coincidência ou não, visitámo-la quando na praça estava montada um mercado de produtos típicos e regionais onde podíamos “tapear” e beber um copo de vinho, comprar “embutidos” (enchidos) da região, compotas, doces, pastelaria, etc.. 

Uma das curiosidades da feira, era esta combinação do corte do presunto com uma banda sonora no mínimo original proporcionada por um violinista. 

 

 

No pequeno recinto do mercado estava a estátua da Rainha Isabel I, conhecida como a Rainha Católica. O monumento foi ali colocado celebrando o V centenário da sua morto. A sua última morada foi o Palácio Real Testamentario (que foi reconstruído e está ao lado da Casa dos Arcos) de Medina del Campo onde mandou redigir o seu testamento.

Tínhamos a intenção de dividir o nosso almoço entre umas tapas na Taperia de la Plaza e o mercado, mas quando nos sentámos no bar e pedimos as primeiras tapas, dizem-nos que não tinham “tortilla” que foi dos principais motivos para nos sentarmos ali porque estávamos com o nosso filho. 

 

Ainda deu para provar duas delas, a primeira da lista que era o Hamburguer e o folhado com queijo de cabra, eram boas mas estavam ambas frias o que não as favoreciam, além de que nos pareceu que o preço não era o mais adequado para o tamanho das mesmas. 

Do outro lado da praça está a Colegiata de San Antonín que é um dos seus edificios mais importantes e também o mais imponente. 

Encontrámo-la de portas fechadas pelo o que não conseguimos visitar o seu interior. A sua construção data do século XVI, cujas diversas remodelações tornam a classificação do seu estilo mais complicada, é originalmente de estilo gótico mas tem detalhes do renascimento. Na fachada destaca-se o balcão da Virgen del Pópulo. 

Logo ao lado está a Casa Consistorial onde está instalada a câmara municipal. 

Logo ao lado, uma extenção dos serviços da câmara municipal instalados da Casa dos Arcos, um solar do século XVII. 

 

Castelo de Cuenca, Espanha

Não sobrou muito do Castelo de Cuenca mas a sua excelente vista merece sem dúvida uma visita. Conquistado aos árabes por Afonso VIII no século XII, o Castelo protegia a cidade de Cuenca desde um dos seus pontos mais altos. A sua última construção data do século XVI e é a porta de entrada, o Arco de Bezudo. Está ladedo por dois rios, o Juncar e o Huécar.

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Casas Colgadas – Cuenca, Espanha

Com uma impressionante vista para o rio Huécar, as casas suspensas ou “colgadas” são sem dúvida um dos maiores símbolos da cidade de Cuenca e provavelmente as mais fotografadas. Construídas num rochedo entre os séculos XIV e XV, foram remodeladas no século XX e hoje albergam um restaurante e um museu.

With an impressive view of the Huécar River, hanging or “colgadas” houses are undoubtedly one of the greatest symbols of the city of Cuenca and probably the most photographed. Built on a cliff between the fourteenth and fifteenth centuries, they were remodeled in the twentieth century and now house a restaurant and a museum.

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PLAZA MAYOR, CUENCA, ESPANHA

Ao entrar em Cuenca cedo percebemos que é uma das cidades mais pitorescas de Castilla-La Mancha e também de toda a Espanha. A primeira coisa que chama a atenção são os coloridos edificios que compõem a parte mais antiga e na Plaza Mayor eles misturam-se com outros de construção gótica como por exemplo a Catedral.

Chegámos por volta das 15h pelo o que tínhamos um pouco de fome (o pequeno-almoço foi ás 11h e reforçado), de Madrid até ao centro de Cuenca demorámos cerca de duas horas a chegar, infelizmente uma parte da estrada é mais cansativa com várias curvas mas a A40 é uma estrada melhor e termina precisamente na cidade, assim não há que enganar.

 

 

Procurávamos um restaurante para comer aqui na Plaza Mayor (tínhamos outras recomendações mais longe do centro mas estavam cheios uma delas era a La Bodeguita de Basilio), haviam alguns com óptimo aspecto mas estavam “apetados” como se diz por aqui. Sobrou-nos o único que ainda tinha mesas o que nem sempre é um bom sinal (ou nunca), de qualquer forma pudémos experimentar uma das iguarias locais: o Morteruelo (um guisado de carnes, pão ralado e especiarias).

Pudémos aproveitar a bela praça em plena hora de animação quando as esplanadas estavam cheias mas assim que chega a hora da “siesta” conhecemos o seu lado mais calmo. Num dos lados da praça vemos o edificio do Ayuntamiento de construção barroca e com três arcos. 

Outro dos edificios mais marcantes da praça é a Catedral de arquitectura gótica construída no século XIII. 

 

A entrada na Catedral é paga e não se podem tirar fotos no interior. Os pontos altos do seu interior são o altar e a casa do capítulo. 

 

Junto á Catedral está o edificio do Convento de las Petras, um edificio de estilo barroco construído no século XVI. 

 

Juntamente com as Casas Colgadas, a Plaza Mayor é uma das principais atracções de Cuenca.