CALLE DEL CORREO, VALLADOLID, ESPANHA

A dois passos da Plaza Mayor, esta é uma das mais pitoresca e animadas ruas de Valladolid. Ás horas das refeições podemos vê-la cheia de gente á porta dos bares de tapas ou dos restaurantes que colocam a rua num dos primeiros lugares do mapa gastronómico da cidade.

Logo ao entrar o primeiro edificio que vemos é a Casa de los Gallos, uma casa senhorial que pertencia á familia de Los Gallos de Andrada e que hoje dá lugar ao Hotel Imperial e a conhecido restaurante com o mesmo nome da casa.

Foi propriedade da familia desde o século XVI até ao século XIX, um dos seus mais ilustres habitantes foi Juan Gallo de Andrada, secretário do rei D. Felipe III.  

 

 

Outro restaurante de renome localizado num edificio antigo, é o Restaurante Santi no El Caballo de Troya. O palacete renascentista onde está localizado é do século XVI, dizem que mais tarde foi transformado em pousada á qual lhe deram o nome da mítica história do Cavalo de Tróia.  

 

Dois restaurantes que são referência da cozinha da região mas que podem não estar ao alcance de todos, no entanto o que é interessante na rua é que também há alguns bares de tapas (e pinchos) que trazem mais animação á rua e nos quais podemos beber um copo, comer umas tapas sem gastar muito dinheiro. 

 

CALLE DE LA PLATERIA, VALLADOLID, ESPANHA

Descobrimos esta rua ao acaso sem realmente entender a sua verdadeira importância na história de Valladolid, ainda assim pareceu-nos muito interessante, pelos as fachadas dos edificios e pela boa extensão de comércio, todo tradicional que ali se pode ver.

Mais tarde a ler sobre a rua, percebemos que desde sempre era uma rua dedicada ao comércio também pela sua proximidade á Praça do Mercado. No final do século XVI foi completamente destruída num incêndio e no reinado de Felipe II foi reconstruída para voltar a ser um dos pontos comerciais mais importantes da cidade. 

 

 

Hoje em dia as fachadas de alguns edificios totalmente recuperadas e vemos que continua a ser uma rua de comércio, grande parte são pequenos negócios que vão desde a decoração a chocolatarias. 

 

 

 

Ao fundo da rua encontramos a Igreja Penitencial de Vera Cruz, que segundo a sua placa dizia que estava vinculada a doentes contagiosos. A sua construção começa a 1581 a cargo do arquitecto Pedro de Mazuecos, el Viejo. Outros dois ajudam na construção da fachada, Juan de Nates e Diego de Praves. Nela colocam uma escultura de Constantino. 

 

MUSEU NACIONAL DO COLEGIO DE SAN GREGORIO, VALLADOLID, ESPANHA

Entrámos neste museu sem qualquer expectativa, na realidade nem tinha sido a nossa primeira opção mas sim uma exposição que estava no Palácio de Villena (logo ao lado) chamada Primitivo, com quadros de pintores portugueses do século XV e XVI. Por outro lado pensámos que uma vez em Valladolid deveríamos ver um museu com exposições da região e a outra podemos tentar localizá-la em Portugal.

Creio que fizémos a escolha acertada. Assim que tiro a carteira da mala para pagar o senhor da bilheteira entrega-me os bilhetes para mão, um mapa e começa a indicar-me o caminho sem cobrar-me, ao Sábado á tarde não se paga. Excelente. Cultura sem custos adicionais, de qualquer forma se tivesse pago senti-me igualmente satisfeita, esta é uma colecção que para mim merecia cada euro cobrado porque foi a primeira que alguma vez vi do género e fiquei impressionada.

 

Li algures que era um dos museus mais antigos de Espanha. Grande parte do que está exposto é de carácter religioso, o mais impressionante foram os grandes retábulos de madeira recolhidos de diversas igrejas da região e ali preservados. Autênticas preciosidades artísticas esculpidas em madeira com um grande nível de detalhe.

A exposição está organizada de forma cronológica e começa com século XV onde numa das salas podemos ver um tecto trabalhado em madeira e com aplicações douradas. Vamos também algumas pinturas a óleo onde se sobrepõem apliques dourados.

Uma das nossas esculturas preferidas foi a de San Onofre de Alejo de Vahia, trabalhada em madeira e com um grande detalhe para fazer a parte do pelo.

Entramos depois no Renascimento onde em duas salas se expôem as peças de um retablo de madeira cuja dimensão era tão grande que para que se conseguisse ver tinha que ser assim, como se fosse um puzzle.

O retábulo de San Benito, estava originalmente na igreja do mosteiro com o mesmo nome, foi encomendado ao artista Alonso Berruguete e na parte central podemos ver o San Benito, cuja dimensão era impressionante. Havia também o Calvário e a Assunção de Maria. 

Ainda nesta zona um fantástico trabalho do escultura Andrés de Nájera com as cadeiras de madeira do coro do mesmo mosteiro do retábulo.  

Ao fundo da sala, um trabalho de Juan de Juni um escultor francês que viveu na cidade de Valladolid e que criou este Enterro de Cristo. Ao centro está Jesus Cristo a ser preparado para o enterro enquanto a sua mãe, Maria chora a sua morte e José a consola. Também está representada Maria Madalena e Nicodemo. 

Seguimos para a zona do Barroco, antes ainda ficámos a contemplar o claustro do Colégio. 

 

Um dos quadros que chama mais a atenção é o da Anunciação de Maria de Gregório Martinez (séc. XVI) onde se nota as influências dos artistas italianos Rafael e Miguel Ângelo. 

 

Nesta zona uma das obras mais interessantes é o retábulo e relicário da Anunciação, obra de Vincente Carducho do inicio do século XVII. 

No final passamos ainda por um conjunto de esculturas representando a Via Sacra, desde o Pretório até ao Calvário. Estas esculturas saiem á rua na altura da Semana Santa em pequenos carros puxados por homens vestidos com o traje típico da época.

Uma delas é o Caminho para o Calvário de Gregorio Fernández e a a última é a elevação da cruz de Francisco Rincón (século XVII).

Foi uma excelente surpresa este museu, claro que será ainda mais interessante para quem goste de arte religiosa.

 

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Capela

San Gregorio

CAPELA DO MUSEU NACIONAL DE SAN GREGORIO, VALLADOLID, ESPANHA

Entrámos na Plaza de San Pablo e seguimos pela Calle de las Cadenas de San Gregório onde vemos a fachada do Colégio do Santo que dá o nome á rua. Foi uma das maravilhas de não ter preparado a visita á cidade foi ter descoberto o museu (e a sua capela) que está para lá trabalhada fachada gótica do Colégio.

A outra grande surpresa foi que quando pedimos dois bilhetes para entrar não nos cobravam, ao que parece aos Sábados á tarde não se paga. Creio que poderia naquelas listas de coisas para fazer sem gastar dinheiro. Antes de entrar nas várias salas do Museu começámos a visita como indicava o mapa, pela Capela.

 

Foi construída no final do século XV e nela foi enterrado Alonso de Burgos, o confessor dos Reis Católicos.

Várias peças originais da Capela desapareceram durante pilhagens após as várias guerras que por ali passaram, a mais importante foi exactamente o sepulcro do frade Alonso de Burgos. No entanto outros figuram dentro do pequeno espaço da capela, como o túmulo dos Senhores de Cotes que foi recuperado da Igreja de São João em Olmedo.

 

Ao centro um trabalhado retábulo de madeira ocupa o lugar que pertenceu a um outro pedido pelo frade de Burgos. Na parte do museu estão algumas partes dessa obra construída por Gil de Siloe responsável pelo retablo que decora a Capela de Santa Ana da Catedral de Burgos.

Do lado direito do retábulo, uma estátua em bronze do Duque de Lerma. A placa explica que o duque deveria ser uma importante figura na corte de Filipe II para ter replicado a estátua do monumento fúnebre do seu antecessor, o rei Carlos V que está enterrado no Escorial.

Como símbolo do seu poder e riqueza, Francisco Sandoval encomenda para si e para a sua mulher, Catarina de la Cerda, o referido monumento. O primeiro duque de Lerma era um “valido” (válido ou favorito) do rei, que não era um cargo oficial mas sim um confidente a quem a mais importante figura do reino depositava a sua confiança. 

Seguimos depois para o museu para ver a sua exposição onde se destacam os maravilhosos retablos em madeira.

 

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 Pablo

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Iborra

PLAZA SAN PABLO, VALLADOLID, ESPANHA

Ainda que relativamente pequeno, o centro de Valladolid tem alguns pontos muito interessantes um deles é esta Plaza de San Pablo onde a principal atracção é a fantástica fachada da Igreja com o mesmo nome da praça.

A igreja que baptizou o Rei Filipe II, foi construída no século XV é reformada no século XVII e a sua fachada é de estilo gótico isabelino (da Rainha Isabel) que mais tarde com as reformas viria tomar alguns contornos de renascimento. 

 

Todo o trabalho feito na fachada, todos os detalhes são simplesmente fantástico. Mais uma agradável surpresa nesta visita a Valladolid e mais uma dor no pescoço de tanto olhar para cima. 

Ao lado, o Palácio de Pimentel cuja placa confirma que foi onde nasceu o D. Filipe II, rei de Espanha e Portugal (Filipe I). Era nele que estava alojada a familia real no ano de 1527 quando a Rainha Isabel de Portugal deu á luz.  

Uma das principais atracções do edificio é a sua trabalhada janela na esquina do edificio. Funciona actualmente como sede da deputação provincial de Valladolid e também no seu interior está a Sala de Exposições, que pretende fomentar e expôr obras de artistas da região. 

Para marcar o seu nascimento, está também na praça uma estátua do Rei Filipe II, ali colocada na década de sessenta. 

 

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Gelataria Iborra, Valladolid

Plaza Mayor, Valladolid

Medina del Campo

GELATARIA IBORRA, VALLADOLID, ESPANHA

Uma das grandes vantagens de ter um smartphone é que não precisamos de tanto planeamento quando viajamos, até porque antes de irmos a algum lugar não nos lembramos de todas as necessidades como por exemplo, a de comer um gelado em Valladolid.

Pesquisámos então pelos: “mejores helados de Valladolid” e logo o número 1 foram os gelados de fabrico próprio de Manuel Iborra. Tínhamos depois que encontrar a Rua da Lenceria e utilizámos o Google maps apenas para perceber que já estávamos na referida rua. Nota mental: ler primeiro o nome da rua onde estamos e depois pesquisar onde é! O entusiasmo era muito e realmente os gelados são muito bons, não são os melhores que já comemos mas quando se tem os italianos como referência é mais dificil chegar lá.  

Um curiosidade, tinham um sabor de queijo azul “suave” diziam eles. Houve alguma tentação para prová-los mas como sempre fomos pelos clássicos, morango tinha era um deles que é sempre o que utilizamos como ponto de comparação. Se não estou em erro, os cones de duas bolas custavam 3,20€. E pensar que estávamos prestes a comer um gelado da Carte D’Or…

Como a casa foi fundada por um homem da zona de Alicante, vende também o famoso Torrão.

 

Website: http://www.manueliborra.com/index.htm

 

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Plaza Mayor, Valladolid

Plaza de San Pablo, Valladolid

PLAZA MAYOR, VALLADOLID, ESPANHA

O nosso plano de um dia de passeio era ir a Medina del Campo e passar por Tordesillas. Como nos sobrou algum tempo, decidimos não ir ao lugar onde Espanha e Portugal dividiram o mundo e fomos a Valladolid.

Estacionámos o carro e o primeiro objectivo da visita era conhecer a Plaza Mayor. Já tinha visto fotos mas ao vivo é outra coisa, como não tínhamos grande expectativa assim que chegamos e vemos a dimensão da praça ficámos impressionados. Grande, ampla e ao contrário de muitas, era aberta com construções á volta mas que não fechavam o espaço.

 

É claramente um dos mais importantes pontos sociais da cidade, onde o convivio se faz nos vários cafés com esplanada espalhados pela praça ou simplesmente sentados nos bancos que nela estão colocados.

No centro da praça está um monumento dedicado ao Conde Pedro Ansúrez, o nobre a quem o Rei Afonso VI encarregou de repovoar a cidade de Valladolid e que assim o fez, levando das suas terras outras familias de nobreza, construindo infrastruturas para que pudessem ali viver.

Um edificio que se destaca é o da Casa Consistorial, construída no século XIX e que funciona como Câmara Municipal. Todo o tipo de eventos e festividades são celebrados aqui na praça vermelha, um dos mais importantes é o da Semana Santa que leva vários visitantes á cidade. O ponto alto são as procissões das várias confrarias da região.