do: CASTELO DE MOTA – MEDINA DEL CAMPO, ESPANHA

Chegámos ao Castelo de La Mota depois de dar umas quantas voltas, não sabemos o que se passou deve ter sido a forma como saímos do centro de Medina del Campo que nos fez circular várias vezes vendo o castelo sem nunca conseguir lá chegar, parecia um labirinto.
Já no estacionamento em frente ao Castelo percebemos que estamos diante de um magnifico exemplar da construção bélica do século XIV. Estava fechado quando chegámos mas abria ás 16h pelo o que tivémos que esperar quase quarenta minutos.

We reached the Castle of La Mota after giving a few turns, we do not know what happened must have been the way we left the center of Medina del Campo that made us move several times seeing the castle without ever being able to reach it, looked like a maze.
Already in the parking lot in front of the castle we realized that we are facing a magnificent specimen of the war construction of the fourteenth century. It was closed when we arrived but it would open at 4pm we had to wait nearly forty minutes.


Procurámos informação no Centro de Recepção ao Visitante e algumas partes do castelo só podiam ser visitadas com guia. Houve um mal entendido com as horas, eles diziam que a primeira visita começava ás 16h30 e optámos por não esperar mais, mas afinal começou ás 16h em ponto. 
Uma das coisas que mais se destaca no castelo, para além do enorme fosso construído á volta para protecção, é a sua Torre de Menagem. Tem quase quarenta metros o que significa que deve ter uma impressionante vista de Medina del Campo. 
Entramos para o Pátio de Armas que faz parte da visita gratuita ao Castelo.

We looked for information at the Visitor Reception Centre and some parts of the castle could only be visited with a guide. There was a misunderstanding with the hours, they said the first visit began at 16:30 and we opted not wait any longer, but finally it began at 16h o’clock. 
One of the things that stands out most in the castle, beyond the huge gap built around to protect it, is it’s donjon. Has nearly forty meters high, which means it must have an amazing view of Medina del Campo. 
Walked to the Patio de Armas which is part of the free visit to the Castle.
 



 

Outra parte que podemos ver é a Capela dedicada a Santa Maria. No retábulo, podemos ver seis estatuetas douradas de santos espanhóis entre eles a Teresa de Jesus.

Ainda no Pátio de Armas destaca-se a porta trabalhada com arco árabe e ao centro uma representação do encontro de Santa Ana e São Joaquim junto á Porta Dourada. Passando pela sua porta encontramos um mapa-mundo do ano de 1500, uma réplica do desenhado por Juan de la Cosa com a representação do Novo e do Velho mundo.
Numa outra visita tentaremos conhecer o resto do Castelo onde Joana, a Louca viveu encerrada mas foi em Tordesillas que acabaria por morrer.

Another part that we can see is the chapel dedicated to Santa Maria. In the altarpiece, we can see six golden statuettes of Spanish saints among them Teresa of Jesus. 
Still in the Patio de Armas crafted door with arabic arch stands our and in the center a representation of the meeting of Santa Ana and San Joaquin near the Golden Gate. Passing through the door we find a world map from the 1500s, a replica designed by Juan de la Cosa with the representation of the Old and New World. 
On another visit we will try to meet the rest of the castle where Joan La Loca lived as prisioner but it was in Tordesillas that she would eventually die.

RESTAURANTE GLÓRIA, MEDINA DEL CAMPO, ESPANHA

Se não tivéssemos levado o nosso filho neste passeio até Medina del Campo, talvez tivéssemos petiscado pelo mercado, onde as tapas prometiam uma degustação dos vários produtos da região, como queijos, enchidos, doces, etc.. Mas a nossa escolha foi outra e acabámos no restaurante Gloria também na Plaza Mayor.

Localizado no edificio histórico da Casa do Peso construído no século XVII e totalmente remodelado, o restaurante tem um interior também ele renovado e moderno. A sua “barra” conta com umas tapas de excelente aspecto mas o que nos chamou a atenção foram os dois menús que estavam á porta, um de 10€ e o outro de 20€, todos com um primeiro, um segundo e uma sobremesa.

 

Optámos por misturar os menús e pedir um de 10€ e outro de 20€. Do primeiro veio uma sopa de courgette (calabacín) e uns bifinhos de porco grelhados que segundo o marido estavam muito bons. Do outro pedimos uns ovos mexidos com espargos e gambas (delicioso!!) além de um “entrecot”.

 

Uma coisa é certa, em termos de sabor a comida do Gloria não desilude. Os menus permitem-lhes sobreviver numa época de crise e principalmente num mês como o Setembro em que muitos gastaram o seu dinheiro em férias e regresso ás aulas. Uma prova que o sabor não se paga caro e com um atendimento impecável.

Outro dos aspectos agradáveis do restaurante é a sua esplanada virada para a praça onde podemos disfrutar com tranquilidade a nossa refeição. Uma boa escolha.

PLAZA MAYOR DE LA HISPANIDAD, MEDINA DEL CAMPO, ESPANHA

É um dos principais pontos de interesse desta pequena cidade da comunidade de Castela e Leão.

 

A praça em espaço aberto é também dos pontos mais animados da cidade com vários restaurantes e cafés com as suas esplanadas, numa zona cujo o trânsito é limitado o que permite disfrutar melhor o seu ambiente.

 

Medina del Campo assume-se como a cidade das feiras, coincidência ou não, visitámo-la quando na praça estava montada um mercado de produtos típicos e regionais onde podíamos “tapear” e beber um copo de vinho, comprar “embutidos” (enchidos) da região, compotas, doces, pastelaria, etc.. 

Uma das curiosidades da feira, era esta combinação do corte do presunto com uma banda sonora no mínimo original proporcionada por um violinista. 

 

 

No pequeno recinto do mercado estava a estátua da Rainha Isabel I, conhecida como a Rainha Católica. O monumento foi ali colocado celebrando o V centenário da sua morto. A sua última morada foi o Palácio Real Testamentario (que foi reconstruído e está ao lado da Casa dos Arcos) de Medina del Campo onde mandou redigir o seu testamento.

Tínhamos a intenção de dividir o nosso almoço entre umas tapas na Taperia de la Plaza e o mercado, mas quando nos sentámos no bar e pedimos as primeiras tapas, dizem-nos que não tinham “tortilla” que foi dos principais motivos para nos sentarmos ali porque estávamos com o nosso filho. 

 

Ainda deu para provar duas delas, a primeira da lista que era o Hamburguer e o folhado com queijo de cabra, eram boas mas estavam ambas frias o que não as favoreciam, além de que nos pareceu que o preço não era o mais adequado para o tamanho das mesmas. 

Do outro lado da praça está a Colegiata de San Antonín que é um dos seus edificios mais importantes e também o mais imponente. 

Encontrámo-la de portas fechadas pelo o que não conseguimos visitar o seu interior. A sua construção data do século XVI, cujas diversas remodelações tornam a classificação do seu estilo mais complicada, é originalmente de estilo gótico mas tem detalhes do renascimento. Na fachada destaca-se o balcão da Virgen del Pópulo. 

Logo ao lado está a Casa Consistorial onde está instalada a câmara municipal. 

Logo ao lado, uma extenção dos serviços da câmara municipal instalados da Casa dos Arcos, um solar do século XVII. 

 

EL VERGEL DE GREDOS, BOHOYO, ESPANHA

Não é o tipo de restaurante que possa figurar num guia de viagens, mas para os espanhóis que gostam desta zona é bastante conhecido e está sem dúvida no seu guia pessoal da Serra de Gredos.

Talvez lhe falte um pouco mais de charme para poder figurar nesses tais guias, não vemos gente da moda mas vemos gente feliz. Foram a banhos nas geladas águas (vindas da neve derretida) que passam por baixo da “Puente de la Garganta”.

 

E nada melhor que uns bons petiscos depois de um refrescante banho, seja no mar ou no rio. Sentamo-nos na esplanada, a tal sem grande charme com as mesas de plástico que as marcas de cerveja patrocinam. A vista é para a tal garganta de Bohoyo e enquanto esperamos pela comida, as melgas vão-se servindo…

Nota mental: Levar repelente para a próxima vez. 

Os nossos amigos repetiam-nos que a comida era muito bom e que iria valer a pena dar umas poucas gramas de sangue ás melgas. Num ápice o empregado enche a mesa.

Desde “chipirones” passando pelas famosas “patatas revolconas”, aqui acompanhadas por torresmos (que não provei), passando por um fantástico queijo da região. 

E depois como se não bastasse, ainda vêm duas travessas com carne da região, muito bem cortada e que deveríamos cozinhar na famosa pedra. Chegámos a pensar que isto até nós comemos em casa, mas a diferença está na carne, de uma qualidade tão boa que é dificil de descrever. 

Ainda se comeram algumas sobremesas, as típicas “natillas” caseiras. A sua boa relação preço/qualidade explica o porquê de ser paragem obrigatória para quem vem para os lados da Serra de Gredos. Uma agradável descoberta…

MÉSON EL BOSQUE, BÉJAR, ESPANHA

Quando estacionamos o carro e vemos um mar de gente á porta começámos a ficar preocupados, a sorte é que os nossos amigos que conheciam o restaurante (e muito bem) tinham reservado mesa. Lá dentro o espaço é minúsculo e como por cada “caña” te dão uma tapa a provar, estava bastante cheio e animado. Fez-me lembrar as minhas primeiras viagens em Madrid em que entrávamos em bares de tapas sempre cheio e nem nos importava muito levar com cotovelos de cinco em cinco minutos.

Estivémos pouco tempo de pé porque nos encaminharam á nossa mesa, num espaço mínimo que parecia reservado para amigos.

 

A especialidade da casa? Carne qualquer uma mas são muito conhecidos pelo seu “chuletón” (costeleta) de vaca e agora a grande novidade eram as de boi.

Mas antes dos pratos principais a mesa ainda se encheu com cogumelos recheados, presunto da região (do melhor que se pode comer) e um franguinho excelente.

 

Em seguida vieram as estrelas da noite, os “chuletóns” de vaca e boi, “entrecot”, etc..

 

Um festim de carne para no final pagarmos uns 25€ por pessoa e saímos com a sensação de que precisaríamos de subir e descer a serra umas três vezes para fazer a melhor digestão possível.

Se algum dia viremos á estância este será o restaurante de “aprêz-ski”… 

EL BARCO DE ÁVILA, ESPANHA

Quando ficámos em Becedas, visitámos também El Barco de Ávila.

O nosso principal motivo de visita é pela oferta de comércio que aqui existe e que em Becedas é práticamente inexistente. Aqui podemos comprar carne, legumes, enchidos, etc.. ou comer umas tapas em qualquer um dos cafés nas ruas principais. 

O maior ponto de encontro é a tradicional Plaza Mayor onde há maior concentração de comércio, tanto na própria praça como das ruas circundantes. Só tive pena de a ter visitado já numa época mais complicada em termos meteorológicos, no Verão de certeza que é mais animado até porque muita gente da “terra” regressa das grandes cidades para passar uns dias. 

Para além da Plaza Mayor, outra das atracções de El Barco de Ávila é a sua ponte romana ou ponte velha, na realidade ela é da época medieval século XII e foi reconstruída várias vezes mas sempre com o seu traçado de ponte romana.

Composta por oito arcos, ajuda a travessia sobre o rio Tormes e é sem dúvida uma excelente protagonista para quem gosta de fotografar.

Outro ponto de interesse é a Iglesia de la Asunción, á hora que fomos já não podíamos visitar e também não percebi se a torre estaria aberta, se sim deve proporcionar uma excelente vista do municipio. 

De volta á Plaza Mayor, passámos numa loja que está aberta (como a placa indica) desde 1902, estamos a falar de mais de 100 anos a vender as famosas “judias” (feijões) de El Barco de Ávila.  As Judias Coronado são passagem obrigatória para quem visita a vila.

A variedade que existe de feijões tem aqui a sua melhor montra, além disso ficámos a saber que as “judias” têm regiões denominadas como se faz por exemplo com o vinho e com o queijo por exemplo. Vi aqui feijões de um tamanho que nunca pensei existir de tão grandes que eram, por exemplo a “fabada asturiana” utiliza um feijão bastante grande, digamos que é muito nutritiva. 

Nesta mesa de exposição estão identificados os vários tipos de feijão que se vendem na loja e para além disso, ainda se vende a granel, se bem que têm sacos de 1kg já feitos para maior comodidade. Mas quem vem aqui comprar gosta mesmo de se servir do que quer e prefere assim, como se pudesse escolher o feijão. 

 

Aqui podem comprar-se todos os ingredientes para uma “fabada” ou feijoada, desde os feijões passando pelos enchidos e sem esquecer o pimentão doce. Além disso ainda nos oferecem a receita típica da região. 

Ainda que o seu principal negócio seja os feijões, a verdade é que a loja vende todo o tipo de produtos regionais e alguns de gourmet. Foi sem dúvida um dos pontos de maior interesse ao visitar El Barco de Ávila. 

Por último (com foto desfocado) vimos o Castelo de El Barco de Ávila ou de Valdecorneja, nome de uma das familias a habitá-lo.

Actualmente pertence á Duquesa de Alba que segundo nos contou um local abre de vez em quando o Castelo ao público para actividades lúdicas ligadas ao municipio.

BECEDAS, ESPANHA

Hoje conhecemos…Becedas, um “pueblo” na província de Ávila e que pertence á Comunidade Autónoma de Castilla y León.

Fomos com um grupo de colegas da minha empresa e ficámos numas casas rurais, uma delas tinha uma vista impressionante e uns bons metros de terreno para fazermos uma agradável aproveitando alguns raios de sol.

 

Quando visitamos estas aldeias estamos na realidade á procura de algum descanso e de aproveitar um pouco as paisagens naturais que nos escapam quando trabalhamos e vivemos numa grande cidade. De facto se têm ou não monumentos para ver pouco importante o seu maior interesse está exactamente na sua riqueza natural. E Becedas tem de sobra…

Tivémos óbviamente a vantagem de ir com uma pessoa da aldeia, já conhece todos os cantos, os melhores sitios para comer, os melhores pontos de interesse fotográfico etc.. Mas creio que descobri Becedas a “solo” teria sido igualmente fascinante.

Andei a fotografar vacas como quem fotografa a Plaza Mayor de Madrid, com igual entusiasmo porque afinal vejo mais vezes essa praça que própriamente estes animais de “la granja” aqui para os lados onde eu moro.

Isto para não falar nos cliques que dei a fotografar cogumelos como se estivesse a fotografar um jardim palaciano.

 

Outra das vantagens de estar nesta aldeia foi que sendo o Feriado de Pilar, é costume assarem castanhas na praça principal. Essas deliciosas castanhas são distribuidas por todos os que estiverem por ali com bebidas incluídas, isto sem pagar um tostão. Pode ser uma forma de manter aceso o conceito da partilha comunitária ou um bom golpe turístico para trazer mais gente á aldeia nesta altura.

De qualquer forma, as melhores castanhas que comi este ano…

Depois ainda nos deixaram as brasas para aquecermos as mãozinhas e que bem que sabia, estava realmente algum frio!

 

A nossa casa rural ficava muito perto da igreja paroquial de Becedas para quem ainda assim gosta de visitar e fotografar um monumento, aqui pode fazê-lo.