ESTÁTUA DE D. AFONSO HENRIQUES, GUIMARÃES, PORTUGAL

Não tenho por hábito fazer posts sobre estátuas no meu blog, mas esta parece merecer um destaque especial.

Trata-se de um dos símbolos da cidade de Guimarães mas acima de tudo do nosso país. D. Afonso Henriques, filho do Conde D. Henrique e de D. Teresa lutou pela independência do condado de Portucalense e formou um novo país. 

Está junto ao Paço dos Duques de Bagança, foi inaugurada no século XIX (1887) e é da autoria de Soares dos Reis. Não é única no país, no Castelo de S. Jorge está outra, uma réplica desta que podemos ver junto ao Castelo que se diz ter nascido, junto á igreja onde se diz ter sido baptizado e junto ao campo onde entrou em guerra com a sua própria mãe.

Pode não ser a sua versão mais representativa ou mais realista mas nem por isso deixa de gerar admiração. Dizem que Soares dos Reis tinha um outro projecto em que a malha de metal era de manga comprida e chegava apenas até ao joelho, foram pedidas alterações para o aspecto que vemos actualmente. 

PAÇO DOS DUQUES DE BRAGANÇA, GUIMARÃES, PORTUGAL

Muito próximo do Castelo está o Paço dos Duques de Bragança construído no século XV por o outro Afonso, o que viria a ser o primeiro duque de Bragança. Deixou de ser utilizado quando os Duques se mudaram para um outro Paço, o de Vila Viçosa (post neste link) e ficou durante muitos anos entregue ao abandono.

É mais tarde recuperado para ser utilizado como residência presidencial de Salazar, acontecimento que gerou alguma polémica. Ainda assim podemos ver alguns vestigios da sua ocupação original, como o pátio de estilo medieval, as tapeçarias flamengas que retratam vários episódios de quando Portugal tentou conquistar o Norte de África. 

 

Tinha também uma colecção de armas dos séculos XV e XVI e algumas pinturas/retratos relevantes da familia real. O que mais gostei de ver foi o pátio ao qual mantiveram o seu espírito medieval e pequena capela com dois vitrais ao centro. 

 

 

 

 

Castelo de Guimarães – Guimarães, Portugal

Este ano Guimarães é um das capitais europeias da cultura, o que neste ano tão complicado para Portugal pode ser uma ajuda para esta cidade e arredores. Quando abrimos as revistas de viagens internacionais (Espanha por exemplo) o que normalmente se recomenda é uma visita ao Porto, Lisboa, Algarve pelas praias e talvez ainda se veja Coimbra, juntar uma cidade mais é abrir o leque de oportunidades de turismo. E faz todo o sentido, foi aqui que nasceu Portugal e o Castelo é o seu maior símbolo.

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GUIMARÃES, PORTUGAL

Bom na realidade não foi bem um “Hoje conhecemos…”, foi mais um hoje voltámos a visitar Guimarães, o berço da nação.

Começámos por uma visita ao Castelo. Fomos pisar os mesmos trilhos que D. Afonso Henriques, o Conquistador, pisou celebrando as suas vitórias nas batalhas de resistência a Espanha e á sua própria mãe.

Fechamos os olhos e voltamos ás aulas de História, eu adorava as minhas e tentei recordar-me do que nos ensinava sobre este castelo e sobre o nascimento de Portugal vindo de um pequeno Condado de seu nome, Portucalense.

Andámos pelas muralhas e as pontes que as ligam ás torres. Não conseguimos visitar o interior mas a visita do exterior é gratuita. Se considerarmos o ano em que foi construído e a tudo a que já assistiu, eu diria que está muito bem conservador.

Fora do Castelo está a estátua do Afonso Henriques (de Soares dos Reis), o nosso primeiro Rei, pela “barbicha” e “bigodaça” é o tipico português.

A poucos metros dali está o Paço dos Duques de Bragança…em Guimarães. O Palácio foi construído no século XV pelo primeiro Duque de Bragança que se chamava Afonso. Admito que por fora foi dificil avaliar a dimensão do Palácio, tinha visto antes uma foto de uma vista áerea e parecia bastante grande.

Assim que espreitamos

 

Quando entramos vemos o pátio e percebemos os seus traços medievais, a mim fez-me lembrar um palácio antigo francês.

Ao contrário de muitos palácios que vemos, talvez porque foi remodelado não tinha um jardim no pátio e estava bastante despojado de decorações e pormenores luxuosos.

Li algures que tinha sido restaurado na época do Estado Novo sob grande polémica.

 

 

 

Na nossa agenda do passeio estava uma visita ao centro da cidade, como apanhámos mau tempo em vez de irmos a pé aproveitando para explorar mais mas não foi possível, além de que tínhamos um bébé connosco, não podíamos arriscar.

Estacionámos num parque no centro e fomos andando até encontrar o famoso Largo do Toural, um dos principais cartões de visita da cidade. Á volta do Largo estão edificios antigos bem conservados, é uma zona de comércio e onde os vimaranenses ainda se encontram nem que seja para dar milho aos pombos, literalmente.

Especial destaque para a montra da Docelia e apenas para a montra…o marido não deixou disfrutar mais porque tenho algum peso a perder depois de ter tido o nosso filho, mas quem possa faça favor de entrar e comer uns bolinhos por mim.