Trujillo – Espanha

A uns 35 minutos de Cáceres, o casco histórico de Trujillo apesar de mais pequeno é igualmente interessante. A nossa visita começa na sua grande Plaza Mayor. Gostei muito do seu traçado, é ampla e aberta, depois tem vários edificios de construção diferente, uns de pedra outros pintados o que lhe dá uma certa diversidade e um colorido único. Tem também muito que ver e muitas esplanadas para aproveitar o bom tempo e comer qualquer coisa enquanto se bebe uma “caña”.

Nesta praça está por exemplo a estátua equestre de Francisco Pizarro. Natural desta terra, Pizarro foi um grande explorador e conquistador espanhol, responsável pela conquista do Perú e que fundou a cidade dos Reism, hoje conhecida como Lima. Por trás da estátua está a Igreja de San Martin, construção do século XVI de traçado renascentista é também conhecida pela sua torre do relógio.

Entrámos no “casco antiguo” e fomos subindo até ao Castelo construído entre os séculos IX e XII. Está bem conservado apesar da idade e foi possível dar um passeio pelas suas muralhas, por estar num ponto alto é possível ver a Plaza Mayor desde aí.  Mas as melhores vistas da cidade são desde a Torre da Igreja de Santa Maria que fica relativamente perto do Castelo, não surpreende que seja património protegido porque as suas duas torres são de estilo românico cuja construção é do século XIII.

Almoço no La Troya

Encontrá-lo não é difícil basta localizar a Plaza Mayor e no topo de uma grande escadaria está o restaurante com uma boa esplanada que não pudémos aproveitar porque o nosso grupo era grande e ás 15h30 o restaurante estava cheio. Funciona á hora de almoço com um menú do dia e é um êxito pelo o que dá a entender a fila que tem para conseguir mesa. Por ser esse esquema também é mais rápido e assim é fácil conseguir mesa. A decoração é típica mas sem grandes exageros, tudo muito simples e com um serviço muito rápido.

Por 20€ por pessoa, pudémos provar muitas das iguarias típicas da Extremadura. Não que o restaurante fosse um primor gastronómico, isto é, não saímos a chorar por mais mas tinha aquele toque de comida caseira, com uma apresentação muito simples e em quantidades muito generosas. De tal maneira que saímos todos com vontade de dar duas voltas a Trujillo não tivéssemos que regressar a Madrid.

Logo para começar espalham pela mesa pratos com “tortilla”, chouriços da região e salada. Depois vêm os primeiros, as migas “extremeñas”, feijão verde salteado e feijoada (que eles simplesmente chamam de “judias brancas”). As bebidas são logo colocadas na mesa: vinho, “casera” (gasosa) e água nem perguntámos por outras.

Depois segue-se um festival de carnes: porco, porco em tomate, “caldereta” de cordeiro (o prato que os nossos amigos desejavam) e veado. Ainda trouxeram uma travessa de bacalhau mas somos sempre cépticos no que diz respeito a comê-lo fora do nosso país. Dizem que somos os especialistas…por algum motivo será.

 

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